Poema a Mãe
a Ana
no fundo de ti é sei
que te trai
mãe
tudo porque tu ignoras
que há leito
onde o frio
não se demora
e noites rumerorosas de
águas matinais
tudo porque tu ignoras que
há leitos onde o frio não se
demora e noites rumerorosas
de águas matinais
tudo porque já não sou o menino
adormecido no fundo dos teus olhos
por isso as vezes as palavras que te
digo são durasse mãe e o nosso amor
infeliz tudo porque perdi as rosas brancas
que abertava junto ao coração no retrato
da moldura
sê soubesses como ainda amo as rosas
bancas talvez não enchesse s as horas
de pesadelos
mas tu esqueceste muita coisa
esqueceste que as minha pernas
cresceram que todo o meu corpo
cresceu até o meu coração ficou
enorme mãe
olha queres ouvir me as vezes sou
o menino que adormeceu nos teus olhos
aperto contra o coração rosas brancas
como as que tens na moldura
ainda oiço a tua voz
era uma vez uma princesa no meio
de um laranjal ...
mas tu sabes à noite é enorme
e todo o meu corpo crescer
sai da moldura dei as aves
no fundo de ti é sei
que te trai
mãe
tudo porque tu ignoras
que há leito
onde o frio
não se demora
e noites rumerorosas de
águas matinais
tudo porque tu ignoras que
há leitos onde o frio não se
demora e noites rumerorosas
de águas matinais
tudo porque já não sou o menino
adormecido no fundo dos teus olhos
por isso as vezes as palavras que te
digo são durasse mãe e o nosso amor
infeliz tudo porque perdi as rosas brancas
que abertava junto ao coração no retrato
da moldura
sê soubesses como ainda amo as rosas
bancas talvez não enchesse s as horas
de pesadelos
mas tu esqueceste muita coisa
esqueceste que as minha pernas
cresceram que todo o meu corpo
cresceu até o meu coração ficou
enorme mãe
olha queres ouvir me as vezes sou
o menino que adormeceu nos teus olhos
aperto contra o coração rosas brancas
como as que tens na moldura
ainda oiço a tua voz
era uma vez uma princesa no meio
de um laranjal ...
mas tu sabes à noite é enorme
e todo o meu corpo crescer
sai da moldura dei as aves
os meus olhos a beber

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