instantes do mar
a Ana
mar e mar
tu perguntas e eu não sei
eu também não sei o que é
o marido
é talvez uma lágrima caída
dos meus olhos ao reler uma
carta quando é de noite
os teus dentes brancos talvez os
teus dentes miúdos brancos sejam
o mar
um pequeno mar e frágil afável diafano
no entanto sem música
é evidente que quando mês chamas
quando uma o da e outra onda se desfaz
o teu corporal contra o meu corpo então o
mar é carícia luz molhada onde desperta o
meu coração recente as vez és o már é uma
figura branca cintilando entre os rochedos
não sei se fito a água ou se procuro um beijo
entre as conchas transparentes
não o mar não é uma açúcena é um adolescente
de lábios abetos a os lábios da espuma
é sangue
sangue o dê a luz se esconde para amar outras
areias
um pedaço de iuz insiste e sobe lentamente arrastando a noite
só teu s cabelos desprendem se espalham se na água alisados
por uma brisa que nasce exactamente no meu coração
o mar voltou a der pequeno e nosso anémona perfeita abrindo
nos nossos dedos
eu também não sei o que é o mar
aguardo impaciente a madrugada
os pés descalços na ateia
mar e mar
tu perguntas e eu não sei
eu também não sei o que é
o marido
é talvez uma lágrima caída
dos meus olhos ao reler uma
carta quando é de noite
os teus dentes brancos talvez os
teus dentes miúdos brancos sejam
o mar
um pequeno mar e frágil afável diafano
no entanto sem música
é evidente que quando mês chamas
quando uma o da e outra onda se desfaz
o teu corporal contra o meu corpo então o
mar é carícia luz molhada onde desperta o
meu coração recente as vez és o már é uma
figura branca cintilando entre os rochedos
não sei se fito a água ou se procuro um beijo
entre as conchas transparentes
não o mar não é uma açúcena é um adolescente
de lábios abetos a os lábios da espuma
é sangue
sangue o dê a luz se esconde para amar outras
areias
um pedaço de iuz insiste e sobe lentamente arrastando a noite
só teu s cabelos desprendem se espalham se na água alisados
por uma brisa que nasce exactamente no meu coração
o mar voltou a der pequeno e nosso anémona perfeita abrindo
nos nossos dedos
eu também não sei o que é o mar
aguardo impaciente a madrugada
os pés descalços na ateia

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