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A mostrar mensagens de março, 2019

Há só tu

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a Ana já não canto é um encanto ouvir um passarinho e já não digo é tão bonito ficares a olhar para tua esperança és tu que escreve só tu me deixas o que guardo no esconderijo do meu ouvido hs só tu deixei de escrever já não escrevo já lá estava tudo quando peguei nisso foi a mim que muito escapou e só em ti está o secreto tesouro o eco o musgo e o âmago

a velha casa

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a Ana  havia sempre no passado o momento  da grande gargalhada  corríamos pela casas como das criançada  e sacudi os lençóis com os nossos corpos  tínhamos em comum admiração pela lua e um certo jeito de olhar o mundo  mesmo hoje no passado em que já nos encontramos  ainda corremos pela cada desabitada e sós  porque certo o espaço que se estende  entre esses dois pólos  teremos a oportunidade  de mais  n ainda ao Fialho  se der a margem esse expediente de Eros que é a imaginação 

Adeus

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a Ana Adeus já gastamos as palavras pela ruas meu amor e o que nos ficou não chega para afastar o frio das quatro parede gastámos tudo menos o silêncio gastamos os olhos com o sal das lágrimas gastamos ás nãos à força da as apertar gastamos relógio e as pedra das esquinas em esperas inúteis meto as mãos nos bolos e não encontro nada antigamente tínhamos muito para dar um ao outro era como se toda as coisas fossem nossas quanto mais tê dava mas tinha para te dar às vezes tu dizia os teus olhos são peixes verdes e eu acreditava porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis mas siso era no tempo dos segredos era no tempo em que o teu corpo era um aquário era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes hoje são apensa os meus olhos é pouco mas a verdade uns olhos como todos os outros já gastamos as palavras quando agora digo meu amor já não se passa absolutamente nada e no entanto antes das palavras gastas tenho a certeza...

instantes do mar

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a Ana mar e mar tu perguntas e eu não sei eu também não sei o que é o marido é talvez uma lágrima caída dos meus olhos ao reler uma carta quando é de noite os teus dentes brancos talvez os teus dentes miúdos brancos  sejam o mar um pequeno mar e frágil  afável  diafano no entanto sem música é evidente que quando mês chamas quando uma o da e outra onda se desfaz o teu corporal contra o meu corpo então o mar é carícia luz molhada onde desperta o meu coração recente as vez és o már é uma figura branca cintilando entre os rochedos não sei se fito a água ou se procuro um beijo entre as conchas transparentes não o mar não é uma açúcena é um adolescente de lábios abetos a os lábios da espuma é sangue sangue o dê a luz se esconde para amar outras areias um pedaço de iuz insiste e sobe lentamente arrastando  a noite só teu s cabelos desprendem se espalham se na água alisados por uma brisa que nasce exactamente no meu coração o mar ...

Poema a Mãe

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a Ana no fundo de ti é sei que te trai mãe tudo porque tu ignoras que há leito onde o frio não se demora e noites rumerorosas de águas matinais tudo porque tu ignoras que há leitos onde o frio não se demora e noites rumerorosas de águas matinais tudo porque já não sou  o  menino adormecido no fundo dos teus olhos por isso as vezes as palavras que te digo são durasse  mãe  e o nosso amor infeliz tudo porque perdi as rosas brancas que abertava junto ao coração no retrato da moldura sê soubesses  como  ainda amo as rosas bancas talvez não enchesse s  as horas de pesadelos mas tu esqueceste muita coisa esqueceste que as minha pernas cresceram  que todo o meu corpo cresceu até o meu coração ficou enorme  mãe olha queres ouvir me as vezes sou o menino que adormeceu nos teus olhos aperto contra o coração  rosas brancas  como as que tens na moldura ainda oiço a tua voz era uma vez uma prince...