o tempo
a Ana
tu és o tempo amor
em ti minha inteira
condição
minha miséria e grandeza
minha humanidade plena
em ti minha dignidade
ó sopro ou renovação
incessante tenaz pura
veemente como o aço
a raiva e a doçura do
nosso desejo
em ti a arquitectura e
a música perfeita
a harmonia das cores
é dos volumes
em ti a poesia e a fecundidade
o tempo tu o medes e a mesquinhas
o tempo sopra dos teus lábios
o tempo escoa se por entre os teus
cabelos
em ti as leivasa as fontes e as sementes
os mais secretos caminhos
em ti as searas ainda futuras mas tão
magníficas e reais que dq tua epiderme
já brota o calor suave e o olor das espigas
ou do teu sexo
tu és o tempo amor
em ti minha inteira
condição
minha miséria e grandeza
minha humanidade plena
em ti minha dignidade
ó sopro ou renovação
incessante tenaz pura
veemente como o aço
a raiva e a doçura do
nosso desejo
em ti a arquitectura e
a música perfeita
a harmonia das cores
é dos volumes
em ti a poesia e a fecundidade
o tempo tu o medes e a mesquinhas
o tempo sopra dos teus lábios
o tempo escoa se por entre os teus
cabelos
em ti as leivasa as fontes e as sementes
os mais secretos caminhos
em ti as searas ainda futuras mas tão
magníficas e reais que dq tua epiderme
já brota o calor suave e o olor das espigas
ou do teu sexo

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