a Ana Adeus já gastamos as palavras pela ruas meu amor e o que nos ficou não chega para afastar o frio das quatro parede gastámos tudo menos o silêncio gastamos os olhos com o sal das lágrimas gastamos ás nãos à força da as apertar gastamos relógio e as pedra das esquinas em esperas inúteis meto as mãos nos bolos e não encontro nada antigamente tínhamos muito para dar um ao outro era como se toda as coisas fossem nossas quanto mais tê dava mas tinha para te dar às vezes tu dizia os teus olhos são peixes verdes e eu acreditava porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis mas siso era no tempo dos segredos era no tempo em que o teu corpo era um aquário era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes hoje são apensa os meus olhos é pouco mas a verdade uns olhos como todos os outros já gastamos as palavras quando agora digo meu amor já não se passa absolutamente nada e no entanto antes das palavras gastas tenho a certeza...
a Ana havia sempre no passado o momento da grande gargalhada corríamos pela casas como das criançada e sacudi os lençóis com os nossos corpos tínhamos em comum admiração pela lua e um certo jeito de olhar o mundo mesmo hoje no passado em que já nos encontramos ainda corremos pela cada desabitada e sós porque certo o espaço que se estende entre esses dois pólos teremos a oportunidade de mais n ainda ao Fialho se der a margem esse expediente de Eros que é a imaginação
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