Meus bons moleques

João Pequeno e Canivete
leais e francos meus pretos
amigos e camaradas onde
estais que há tanto tempo que
vos não vejo e tenho saudades
das vossas palavras humanos
e transparentes

meus monhes de cofios vermelhos
na cabeça acocorados em sórdido
balcões nas ruelas da baixa cheirosos
a tabaco mascando mascando do levante
senhores de  montes de esterlinas

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