em ti



existo e me encontro
em ti espero  hoje como
ontem e amanhã inexoravelmente

rebenta ó árvore abandonada
no áspero caminho no inverno
canta ó ave intranquila do amor
teu sonho tua planície tu és o
tempo e o amor minha inteira
condição minha miséria e grandeza
minha humanidade plena

em ti minha digno
ó sopro ó renovação
incessante

tenaz pura e veemente
como o aço a raiva a
doçura do nosso desejo

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