a Ana o navio levava o menino que eu fui alguma coisa de mim morria definitivamente enquanto os marinheiros levavam indiferentes o convés e as gaivotas guinchavam agora levado por fios e mãos invencíveis eu ia a caminho do Norte o menino que eu era iria conhecer o sentido das latitudes e das distâncias entre os meus irmãos do norte iria morrer o menino entre brumas e frios e as horas velhas pardas do velho liceu a minha espera sentindo nos pulmões o fumo das fábricas trepidantes nos ouvidos os ruídos dos pregões e do trânsito inumerável e sobrepondo se a tudo o grito da vida desgraçada dos homens em túmulo